
O que muda com a implementação nacional da logística reversa em 2015?
A sustentabilidade é um tema muito presente nas discussões atuais. E não é só o assunto que vem ganhando espaço, mas a sociedade também tem se preocupado com a prática, preservando cada vez mais a natureza e reduzindo o impacto ambiental nos mais diversos níveis, desde o pessoal até a produção em larga escala.
A gestão inadequada do lixo traz inúmeros danos para o meio ambiente, acabando por destruir ecossistemas e tornar a vida mais difícil. Pensando nisso, o governo federal brasileiro vai instituir, em 2015, a logística reversa, visando uma melhor destinação desses resíduos.
Mas será que você, empresário, está preparado para essa mudança? Pois confira agora mesmo nosso post e descubra o que efetivamente muda com essa implementação:
Apresentando o conceito
A logística reversa — também chamada de logística inversa — trata do fluxo de produtos, em geral embalagens e outros materiais, que vão para consumo e precisam ter uma destinação correta. Até muito pouco tempo, esse fluxo não era tratado com a devida seriedade, gerando, assim, um grande e nocivo impacto ambiental. Dessa forma, sua implementação busca conscientizar tanto o empresário como a população sobre os problemas ambientais da atualidade, reduzindo a sobrecarga nos aterros, diminuindo a escassez de matéria-prima e estabelecendo uma política e legislação ambientais mais racionais.
Entendendo a necessidade
Com o crescimento populacional especialmente nas grandes cidades, a geração de lixo, obviamente, também disparou, e, com isso, veio também a dificuldade no gerenciamento desses resíduos. Por essa razão foi instituída a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), cujo prazo final de implementação é 2015, que definiu os princípios, objetivos e instrumentos relativos à administração do lixo produzido.
Para o empresário, essa nova política implica, mais precisamente, no compartilhamento da responsabilidade pelo ciclo de vida dos produtos que produz, ou seja, os fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes vão dividir com o consumidor e os serviços públicos de limpeza o compromisso de reduzir o impacto que esse lixo traz ao meio ambiente e à sociedade.
Preparando o empresário
A lei exige que as empresas assumam o retorno de seus produtos descartados e tratem de dar a eles uma destinação adequada ao fim de seu ciclo de vida útil. Assim, é preciso providenciar um conjunto de ações que viabilizem a coleta e a restituição desses resíduos ao setor empresarial, a fim de reaproveitá-los ou eliminá-los adequadamente.
Essa postura responsabiliza as organizações e integra os municípios na gestão do lixo. Como exemplo pode-se citar o ramo dos eletroeletrônicos: o fabricante precisa prever como se dará a devolução, a reciclagem e a destinação ambiental adequada para o que não for posteriormente aproveitado. Cabe ao consumidor, então, devolver os produtos que não estão mais em uso nos postos designados e ao produtor cabe a retira desse resíduo por meio de seu sistema de logística.
Vale ressaltar que quem não se adequar em tempo hábil poderá sofrer punições que vão desde a aplicação de multas até a abertura de processo com base na lei relativa aos crimes ambientais. Melhor não correr o risco, não é mesmo?
Avaliando os resultados
Com a implantação da logística reversa, passa a haver uma maior esperança na conscientização de todos os participantes do processo de consumo acerca da preservação do meio ambiente. As punições aos descumpridores das responsabilidades são severas e devem estimular os fabricantes a andarem na linha. Porém, o mais relevante é o passo dado para o desenvolvimento sustentável do planeta com a reutilização, o que diminui drasticamente o consumo das matérias-primas cada vez mais escassas.
Agora comente aqui e nos conte se você já vem se preparando para essa data limite da implantação definitiva da logística reversa. Quais mudanças já efetivamente promoveu em sua empresa? Compartilhe suas experiências conosco!